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Modelos de Redação para Concurso: Estrutura e Exemplos para Nota Máxima

A redação em concursos públicos é mais do que uma etapa; é frequentemente um divisor de águas, capaz de elevar ou anular as chances de um candidato. Dominar a escrita de redação para concursos não se trata apenas de ter um bom português, mas de compreender as exigências específicas das bancas, estruturar ideias de forma lógica e argumentar com solidez. Para quem busca nota máxima na redação do concurso, entender os modelos de redação predominantes e aplicá-los com maestria é fundamental.

Este guia completo irá desvendar a estrutura da redação dissertativa-argumentativa, o tipo mais comum em certames, e oferecer exemplos práticos para você construir textos impecáveis. Abordaremos desde o planejamento da redação, o uso de conectivos essenciais, a incorporação de repertório sociocultural para redação, até dicas para evitar os erros mais comuns em redação de concurso e como alcançar a coesão e coerência textual que os examinadores tanto valorizam. Preparar-se estrategicamente para a redação é investir na sua aprovação, transformando um desafio em um dos seus maiores trunfos é um diferencial competitivo crucial.

Para quem quer unir teoria e prática, e reconhece a redação como uma das etapas eliminatórias, vale conferir o Guia de Questões Concurso: Do Edital à Aprovação.

A Redação em Concursos: Entendendo a Importância Estratégica da Escrita

A prova de redação não é um mero teste de escrita; é uma avaliação profunda da sua capacidade de organização lógica, de expressão clara e da sua cultura geral. Em muitos concursos, ela possui um peso significativo, podendo ser eliminatória ou classificatória, sendo um dos principais critérios para definir a aprovação de um candidato. 

Ignorar a importância da redação em concurso é um erro estratégico que pode custar a sua vaga e impactar significativamente sua classificação final no certame, muitas vezes atuando como um critério de desempate decisivo para o ingresso no serviço público e a construção de um perfil profissional do candidato de sucesso.

A redação dissertativa-argumentativa exige que o candidato apresente uma tese (ponto de vista), a defenda com argumentos sólidos e coerentes, e muitas vezes, proponha uma proposta de intervenção para o problema abordado. Essa habilidade transcende a gramática; ela avalia o raciocínio lógico para concursos, a capacidade de analisar problemas complexos e de propor soluções viáveis. É um momento de demonstrar sua maturidade intelectual e seu domínio da linguagem formal, qualidades intrínsecas ao perfil de um servidor público.

Além disso, uma redação bem estruturada e com linguagem precisa transmite ao examinador uma imagem de candidato preparado e com alta capacidade de comunicação, um atributo valorizado em qualquer função pública.

Modelo de Redação Dissertativa-Argumentativa

O modelo de redação dissertativa-argumentativa é o padrão-ouro em concursos de diversas áreas e níveis. Ele se caracteriza pela defesa de um ponto de vista sobre um tema específico, utilizando argumentos e dados para persuadir o leitor. Compreender cada parte da estrutura da redação para concurso é o segredo para desenvolvê-la com excelência e clareza.

A Base de Tudo: A Redação Dissertativo-Argumentativa

A grande maioria dos concursos públicos exige a redação dissertativa-argumentativa. Este tipo de texto busca apresentar um ponto de vista (tese) sobre um determinado tema, defendendo-o com argumentos sólidos e coerentes, e geralmente finalizando com uma proposta de intervenção (especialmente em concursos com foco em direitos humanos ou cidadania, como o ENEM e muitos concursos). As bancas optam por essa tipologia pois ela espelha a necessidade de servidores públicos que saibam analisar criticamente situações, propor soluções e justificar suas decisões.

A estrutura clássica dessa tipologia textual é dividida em três partes principais, que funcionam como um roteiro lógico para a construção do seu raciocínio:

1. Introdução: O Primeiro Impacto da Sua Redação

A introdução da redação é seu cartão de visitas. É nela que você apresenta o tema, contextualiza-o brevemente e, mais importante, expõe sua tese. A tese é o seu ponto de vista, a ideia central que você defenderá ao longo do texto. Ela deve ser clara, concisa e controversa o suficiente para gerar argumentação, além de, idealmente, já sinalizar os caminhos argumentativos que serão explorados.

Modelo 1: Construindo uma Tese Eficaz – A Abordagem Problemática

Este modelo de introdução foca em apresentar o tema como um problema ou desafio a ser discutido, o que é muito comum em temas sociais e políticos.

Como fazer:

  • Contextualização (1-2 frases): Comece com uma contextualização geral do tema, usando um artifício que capte a atenção e prepare o leitor. Pode ser um fato histórico, uma alusão filosófica, um dado estatístico impactante, uma citação relevante, uma definição universal ou até mesmo uma comparação entre passado e presente. A escolha deve ser estratégica para o tema.
  • Apresentação do Problema (1 frase): Transite para a apresentação do problema ou da controvérsia que será discutida, conectando a contextualização ao cerne da questão.
  • Tese (1 frase): Finalize com sua tese, ou seja, a sua posição sobre o problema. É crucial que a tese seja uma afirmação clara e defensável, que possa ser desdobrada em dois ou três argumentos principais que você desenvolverá nos parágrafos seguintes. Essa “antecipação” dos argumentos funciona como um “roadmap” para o leitor.

Exemplo:

“A persistência da violência contra a mulher no Brasil revela um complexo cenário que transcende a esfera individual, enraizando-se em estruturas sociais patriarcais e na deficiência das políticas públicas de combate. Nesse contexto, a naturalização de comportamentos abusivos e a lacuna na fiscalização das leis emergem como entraves significativos para a garantia de direitos e a promoção da equidade de gênero.”

Neste exemplo, a tese clara é a persistência da violência como um problema multifacetado (raízes sociais e deficiência de políticas). A contextualização é feita pela constatação do cenário complexo. Os argumentos que serão desenvolvidos são “naturalização de comportamentos abusivos” e “lacuna na fiscalização”, que já são anunciados na tese, preparando o leitor para o desenvolvimento.

2. Desenvolvimento: O Corpo da Sua Argumentação

O desenvolvimento da redação é onde você defenderá sua tese com argumentos sólidos. Cada parágrafo de desenvolvimento deve focar em um argumento específico, apresentando-o, explicando-o e exemplificando-o com fatos, dados, citações relevantes, ou comparações. O ideal é ter dois a três parágrafos de desenvolvimento, cada um explorando um aspecto da sua tese e contribuindo para a sua defesa.

Modelo 2: Estratégias de Argumentação – Causa e Consequência

Este modelo de desenvolvimento é altamente eficaz para temas que envolvem problemas sociais ou fenômenos complexos, onde a identificação das raízes e dos impactos é crucial para uma análise aprofundada.

Como fazer:

  • Tópico Frasal (1 frase): Inicie o parágrafo com um tópico frasal que apresente o argumento principal do parágrafo. Este tópico funciona como uma “mini-tese” para o parágrafo, guiando o leitor sobre o que será discutido.
  • Explicação da Causa/Argumento (2-3 frases): Desenvolva a causa ou o argumento, utilizando um panorama histórico-social e um repertório sociocultural que demonstre uma visão multidisciplinar, integrando conhecimentos de diversas áreas (história, sociologia, filosofia, dados, alusões literárias, filmes, séries, etc.) para embasar sua análise. É vital não apenas citar o repertório, mas explicar como ele se relaciona e fortalece seu ponto de vista.
  • Consequência e Impacto (2-3 frases): Apresente as consequências desse argumento, mostrando como ele afeta a sociedade, o indivíduo ou o problema em questão. Esta é a análise crítica que conecta o argumento à realidade.
  • Reafirmação/Fechamento (1 frase): Conclua o parágrafo, conectando a ideia novamente à sua tese principal ou ao próximo argumento, garantindo a progressão temática.

Exemplo (seguindo a introdução anterior):

“Em primeiro plano, a naturalização de condutas machistas na sociedade brasileira representa uma causa primária da violência de gênero. Historicamente, a construção de papéis femininos e masculinos rígidos, perpetuada pela educação e pela mídia, solidificou a ideia de submissão feminina, como pontua a socióloga Simone de Beauvoir ao discutir a ‘condição feminina’ e a construção social do feminino. Consequentemente, essa cultura do silêncio e da aceitação tácita dificulta a denúncia e o reconhecimento da violência, perpetuando o ciclo de agressão e marginalizando as vítimas ao invés de protegê-las. Assim, a desconstrução desses paradigmas culturais, que ainda ecoam na contemporaneidade, é um passo inicial e inadiável para combater o problema.”

Tipos de Argumentação Relevantes:

Para enriquecer seus parágrafos de desenvolvimento, explore diferentes tipos de argumentação, utilizando um repertório sociocultural para redação diversificado e bem articulado:

  • Argumento de Autoridade: Use citações relevantes de especialistas reconhecidos (filósofos, sociólogos, cientistas), instituições (ONU, OMS), leis (Constituição Federal) ou pesquisas para validar seu ponto.
    Ex: “Conforme o sociólogo Zygmunt Bauman, a liquidez das relações contemporâneas…”.
  • Argumento por Exemplificação: Apresente exemplos concretos, dados estatísticos (IBGE, IPEA), fatos históricos ou notícias que ilustrem e comprovem seu argumento. Ex: “A recente crise hídrica em São Paulo, por exemplo, evidenciou a negligência…”.
  • Argumento por Comparação: Compare a situação do Brasil com outros países ou diferentes épocas para reforçar sua análise, mostrando contrastes ou semelhanças que validem sua tese.
    Ex: “Enquanto países nórdicos investem pesadamente em energias renováveis, o Brasil ainda depende excessivamente de fontes não sustentáveis…”.
  • Argumento por Oposição/Contra-argumentação: Apresente um ponto de vista contrário ao seu e, em seguida, refute-o, demonstrando profundidade crítica e capacidade de antecipar objeções.
    Ex: “Embora alguns defendam que a tecnologia isola os indivíduos, é inegável que ela também promove comunidades e ativismos online…”.
  • Argumento de Princípio/Valor: Baseie seu argumento em princípios éticos, morais ou valores universais (dignidade humana, justiça social, equidade).
    Ex: “A garantia do acesso universal à saúde, conforme preceitua a Constituição Federal, é um direito inalienável e um pilar de uma sociedade justa…”.

A utilização de conectivos essenciais (como “Em primeiro lugar”, “Ademais”, “Contudo”, “Nesse sentido”, “Diante disso”, “Outrossim”) entre as frases e parágrafos garante a coesão textual e a coerência textual, facilitando a leitura e a compreensão da sua argumentação. Eles são a “cola” que une suas ideias, criando um fluxo lógico e harmônico.

3. Conclusão: A Solução e o Arremate Final

A conclusão da redação tem o objetivo de reafirmar a tese e, principalmente, apresentar uma proposta de intervenção detalhada e viável. Em concursos que não exigem intervenção (o que é raro para dissertativo-argumentativo), a conclusão pode ser um resumo das ideias principais ou uma reflexão final que reforce a tese.

Como fazer:

  • Retomada da Tese (1 frase): Reafirme brevemente sua tese, mas com outras palavras, mostrando que os argumentos desenvolvidos a comprovaram. Use expressões como “Diante do exposto”, “Portanto”, “Em suma”.
  • Proposta de Intervenção (3-4 frases): Apresente uma solução detalhada para o problema abordado, respondendo a cinco elementos cruciais para sua completude e viabilidade:
    • Agente: Quem fará a ação? (Governo – Ministério da Educação, da Saúde, etc.; ONGs; Escola; Família; Mídia; Sociedade Civil). Seja o mais específico possível.
    • Ação: O que será feito? (Criar programas, fiscalizar, promover campanhas, desenvolver projetos).
    • Meio/Modo: Como será feito? (Por meio de palestras, leis, investimentos, parcerias, tecnologias).
    • Finalidade: Para que será feito? (Com o objetivo de, a fim de, para que se possa). Qual o resultado esperado?
    • Detalhamento: Acrescente um detalhe para cada um dos elementos anteriores, tornando a proposta mais concreta e demonstrando que você pensou na sua exequibilidade.

Exemplo (seguindo os parágrafos anteriores):

“Diante do exposto, torna-se imperativo que o Estado, em parceria com as organizações da sociedade civil, atue na erradicação da violência contra a mulher. Para tanto, o Governo Federal, por intermédio do Ministério da Educação, deve instituir programas de educação cívica e de gênero nas escolas, desde o ensino fundamental, por meio de materiais didáticos que abordem a igualdade e o respeito às diferenças, visando a desconstrução de estereótipos machistas arraigados na cultura. Somado a isso, é crucial que o Ministério Público amplie a fiscalização da aplicação da Lei Maria da Penha, garantindo punições efetivas aos agressores e o acolhimento psicossocial das vítimas, a fim de que a sociedade se mobilize na construção de um cenário de equidade e segurança, onde a violência de gênero seja apenas uma lembrança histórica e não uma realidade presente.”

Observe como cada parte da proposta é específica e detalhada, mostrando um plano de ação concreto.

Técnicas Essenciais para Filtrar Conteúdo e Otimizar o Aprendizado na Redação

Estudar para a redação não se resume a ler sobre temas variados. É preciso aplicar metodologias de estudo para concurso que ajudem a filtrar o conteúdo realmente relevante para a prova discursiva e a transformá-lo em repertório sociocultural para redação útil.

  1. Análise de Temas de Redação de Concursos Anteriores:
  • Padrões da Banca: A primeira etapa é analisar os temas de redação de provas anteriores da banca que organizará seu concurso. Isso permite identificar padrões, recorrências e o tipo de abordagem esperado. Por exemplo, algumas bancas como a Fundação Carlos Chagas (FCC) e a Fundação Getúlio Vargas (FGV) frequentemente abordam questões sociais, políticas e ambientais, muitas vezes relacionadas a fatos da atualidade e exigindo uma análise mais aprofundada. O Cebraspe (antigo Cespe) pode ser mais direto, mas exige profundidade argumentativa e clareza na exposição.
  • Atualidades e Recortes Temáticos: Mantenha-se atualizado com os principais acontecimentos nacionais e internacionais. A leitura constante de notícias, artigos de opinião e revistas de qualidade (como a Veja, Época, Piauí, Superinteressante e jornais como Folha de S.Paulo, O Estado de S.Paulo, O Globo) não apenas enriquece seu repertório sociocultural para redação, mas também te prepara para discutir os temas de redação mais prováveis. Preste atenção aos recortes que as propostas fazem (ex: “os desafios da educação no Brasil contemporâneo“, “a importância da ciência para o desenvolvimento sustentável“).
  1. Construção de um “Esquema de Redação” Adaptável:
  • Planejamento Textual: Antes de escrever, faça um planejamento textual ou esquema de redação. Este é o seu rascunho estratégico. Organize suas ideias, selecione os argumentos e o repertório sociocultural para redação que irá utilizar em cada parágrafo (introdução, D1, D2, conclusão). Isso evita que você “trave” no meio da escrita, se desvie do tema ou se contradiga.
  • Minuta de Redação: Esboce uma minuta de redação com os principais pontos e palavras-chave. Mesmo em rascunhos, priorize a estrutura lógica e a conexão entre as ideias. Pense na tese, nos dois ou três argumentos que a sustentarão e nos elementos da sua proposta de intervenção.

 

Como Planejar uma Redação Dissertativa-Argumentativa em 5 Passos 

Um bom planejamento é metade do caminho para uma redação de sucesso. Siga estes passos para organizar suas ideias antes de começar a escrever, garantindo um texto coeso e coerente.

Passo 1: Analise o Tema e a Proposta Detalhadamente

  • Ação: Leia o tema e os textos motivadores (se houver) várias vezes. Circule as palavras-chave, identifique os recortes temáticos, os verbos de comando e o escopo da discussão. Pergunte-se: “Qual é o problema central? O que exatamente a banca quer que eu aborde?”
  • Benefício: Evita a fuga ou o tangenciamento do tema, garantindo que seu texto esteja alinhado com as expectativas da banca e que você aborde todas as nuances solicitadas.

Passo 2: Brainstorming e Coleta de Ideias e Repertório

  • Ação: Anote tudo o que vier à mente sobre o tema: conceitos, dados, citações, exemplos, alusões históricas, filmes, livros, músicas, atualidades, leis, teorias. Utilize o repertório sociocultural para redação que você já possui. Não se preocupe com a ordem, apenas registre as ideias. Mapas mentais ou listas podem ser úteis.
  • Benefício: Gera um banco de informações ricas e variadas para usar como base para seus argumentos, evita o bloqueio criativo e enriquece a discussão.

Passo 3: Definição da Tese e Seleção dos Argumentos Principais

  • Ação: A partir do brainstorming, defina sua tese (seu ponto de vista claro e objetivo) sobre o tema. Em seguida, selecione os 2 ou 3 argumentos mais fortes e pertinentes que você usará para defender essa tese. Pense em como cada argumento se conecta à sua tese.
  • Benefício: Garante um foco claro para a redação, organiza a linha de raciocínio que será desenvolvida e evita a dispersão de ideias.

Passo 4: Estruturação do Rascunho (Projeto de Texto Detalhado)

  • Ação: Monte um esquema de redação detalhado, dividindo seu texto em introdução, desenvolvimento (com seus argumentos específicos para cada parágrafo) e conclusão (com a proposta de intervenção, se for o caso). Anote o que você pretende abordar em cada parágrafo, incluindo o tópico frasal, a fundamentação e a conclusão parcial. Esboce os 5 elementos da proposta de intervenção.
  • Benefício: Facilita a distribuição das ideias de forma equilibrada, assegura a coesão e coerência textual e ajuda na gestão de tempo na prova, pois você já tem um roteiro a seguir.

Passo 5: Seleção de Conectivos e Recursos Linguísticos Estratégicos

  • Ação: Durante a estruturação ou antes de iniciar a escrita, pense nos conectivos essenciais que ligarão suas ideias e parágrafos (ex: “Em primeiro lugar”, “Ademais”, “Nesse sentido”, “Portanto”, “Contudo”, “Sob essa ótica”). Planeje o uso de vocabulário para redação preciso, variado e formal, buscando sinônimos para evitar repetições desnecessárias.
  • Benefício: Garante a fluidez do texto, a progressão das ideias, demonstra domínio da língua portuguesa e contribui para a nota na competência de coesão.

Como Evitar os Erros Mais Comuns e Elevar Sua Pontuação

 Mesmo com um bom planejamento, alguns erros podem comprometer seriamente sua nota. Fique atento a estes pontos críticos e adote estratégias de revisão eficazes.

Passo 1: Revise Rigorosamente a Gramática e Ortografia

  • Ação:Dedique um tempo exclusivo no final para revisar a norma-padrão em todos os seus aspectos: sintaxe, pontuação, crase, concordância verbal e nominal, regência, acentuação e ortografia, garantindo a estilística adequada ao gênero.

Técnicas úteis incluem a leitura em voz alta (para identificar frases truncadas ou com pontuação incorreta) e a leitura de trás para frente (para focar nas palavras individualmente e seus erros ortográficos).

  • Benefício: Reduz drasticamente a perda de pontos por erros de português na redação, que são facilmente penalizados pelas bancas e podem até ser critérios eliminatórios em excesso.

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Passo 2: Verifique a Coesão e Coerência Textual

  • Ação: Leia seu texto atentamente para assegurar que as ideias fluam naturalmente e que os conectivos para redação foram usados corretamente para ligar frases e parágrafos. Questione se há contradições, ambiguidades, redundâncias ou saltos lógicos entre as ideias. Cada parágrafo deve ser uma continuação lógica do anterior.
  • Benefício: Garante que sua argumentação seja clara, compreensível e convincente, sem “buracos” na linha de raciocínio, facilitando a leitura e a compreensão pelo examinador.

Passo 3: Avalie a Força e a Pertinência dos Argumentos

  • Ação: Analise criticamente se seus argumentos sólidos realmente defendem sua tese de forma eficaz e se o repertório sociocultural para redação foi bem empregado e não apenas “jogado” no texto. Pergunte-se: “Meus argumentos são convincentes? Há alguma falha lógica? Eles estão bem fundamentados ou são apenas opiniões?” Considere possíveis contra-argumentos e veja se seu texto os refuta implicitamente.
  • Benefício: Fortalece a sustentação de sua tese, demonstrando capacidade analítica, senso crítico e de contextualização do conhecimento, elementos valorizados na avaliação.

Passo 4: Confirme a Completa Abordagem do Tema Proposto

  • Ação: Compare seu texto com a proposta de redação original e os textos motivadores. Certifique-se de que todas as palavras-chave do tema foram abordadas, que você não se desviou do foco principal e que não houve fuga ao tema ou tangenciamento do tema. Verifique se você atendeu a todos os comandos implícitos e explícitos da proposta.
  • Benefício: Evita a anulação ou penalidades severas por não ter atendido integralmente ao que foi pedido pela banca, garantindo que seu esforço seja recompensado.

Passo 5: Pratique a Escrita Sob Tempo e Com Correção Qualificada

  • Ação: Faça treinamento para redação regularmente, simulando as condições de tempo da prova. Busque correção de redação online ou com um professor experiente para obter feedback construtivo e identificar seus padrões de erros. Analise redações nota máxima e compare-as com as suas.
  • Benefício: Desenvolve agilidade, resistência, a capacidade de identificar seus erros mais comuns em redação e de aplicar as melhorias, permitindo um aprendizado contínuo e direcionado que se reflete na sua performance.

A resolução de questões também ajuda a desenvolver a capacidade argumentativa e aprimorar a escrita. Por isso, explore as Questões de Concurso para Aprovação: Estratégias e Resolução Eficaz

Dicas Essenciais para o Dia da Prova: Maximizando seu Desempenho

O dia da prova é o momento de aplicar tudo o que você praticou. Algumas estratégias podem fazer a diferença.

  • Gerenciamento de Tempo na Prova: Separe um tempo específico e realista para a redação, geralmente entre 1h e 1h30m do total da prova. Sugestão: 15-20 minutos para planejamento (leitura, brainstorming, projeto de texto), 40-60 minutos para a escrita do rascunho e passagem a limpo, e 15-20 minutos para a revisão final minuciosa.
  • Leia e Releia com Atenção Plena: Antes de iniciar, leia e releia o tema e os textos motivadores no mínimo duas vezes. Circule palavras-chave, frases importantes e identifique os comandos implícitos e explícitos. Entender a proposta é o primeiro passo para o sucesso.
  • Mantenha a Calma e a Confiança: O nervosismo excessivo pode prejudicar a clareza das ideias e a organização do pensamento. Respire fundo, organize seus pensamentos e confie na sua preparação. Visualize o sucesso e lembre-se de que você treinou para este momento. Começar pelo planejamento pode ajudar a reduzir a ansiedade.

FAQ: Dúvidas Comuns sobre Redação para Concurso (e Suas Respostas Detalhadas)

P: Qual o tipo de redação mais cobrado em concursos públicos?

R: O tipo mais cobrado é, sem dúvida, a redação dissertativa-argumentativa. Nela, você deve apresentar uma tese (seu ponto de vista) sobre um tema proposto e defendê-la com argumentos sólidos e bem fundamentados, buscando persuadir o leitor sobre a validade da sua perspectiva.

P: Como posso começar a introdução da redação de forma eficaz?

R: A introdução da redação pode ser iniciada de diversas maneiras para contextualizar o tema: com uma alusão histórica, um dado estatístico relevante, uma citação de autoridade (filósofo, sociólogo, etc.), uma definição do conceito central, ou uma breve problematização. Após a contextualização, você deve apresentar sua tese, ou seja, seu posicionamento.

 

P: O que é e como usar o repertório sociocultural na redação?

R: O repertório sociocultural para redação é a capacidade de mobilizar conhecimentos de diversas áreas do saber (história, filosofia, sociologia, literatura, artes, geografia, ciência, atualidades, leis, filmes, séries, etc.) para fundamentar e enriquecer a argumentação. Para usá-lo eficazmente, não basta apenas “citar” um autor ou um fato. É preciso que o repertório seja:

  • Pertinente: Tenha relação direta e clara com o tema e o argumento em questão.
  • Legitimado: Provenha de fontes confiáveis e reconhecidas (evite “achismos” ou informações sem base).
  • Produtivo: O mais importante. Você deve explicar como esse conhecimento se conecta ao seu argumento, o que ele prova, ilustra ou exemplifica. Não é apenas uma menção, mas uma análise da sua relevância. Exemplo de uso produtivo: Em um tema sobre desigualdade social, citar a “ilha da fantasia” de Gilberto Dimenstein (que critica a falta de contato da elite com a realidade da periferia) e explicar como essa metáfora ilustra a segregação e a falta de percepção dos problemas sociais por parte de alguns setores da sociedade.

P: Quais são os principais conectivos essenciais que devo usar?

R: Os conectivos essenciais são fundamentais para a coesão textual, pois estabelecem relações lógicas entre frases e parágrafos. O uso variado e correto demonstra domínio da língua. Alguns exemplos úteis incluem:

  • Para iniciar parágrafos de desenvolvimento (progressão): “Em primeiro lugar”, “Ademais”, “Outrossim”, “Nesse sentido”, “Sob essa perspectiva”, “É fundamental salientar que”.
  • Para adicionar ideias (adição): “Além disso”, “Somado a isso”, “Do mesmo modo”, “Igualmente”, “Bem como”.
  • Para expressar oposição/contraste (oposição): “Contudo”, “Entretanto”, “No entanto”, “Todavia”, “Em contrapartida”, “Não obstante”.
  • Para indicar causa/consequência (causa e efeito): “Dessa forma”, “Assim”, “Consequentemente”, “Por conseguinte”, “Visto que”, “Em decorrência de”, “Diante disso”.
  • Para exemplificar/esclarecer (exemplificação): “Por exemplo”, “A saber”, “Isto é”, “Ou seja”, “Em outras palavras”.
  • Para concluir (conclusão/síntese): “Diante do exposto”, “Portanto”, “Em suma”, “Conclui-se que”, “Assim, percebe-se que”. Evite a repetição excessiva do mesmo conectivo e certifique-se de que a relação lógica estabelecida é a correta.

P: Como evitar a fuga ao tema e o tangenciamento do tema?

R: Para evitar a fuga ao tema (escrever sobre algo totalmente diferente do que foi solicitado) e o tangenciamento do tema (abordar o tema de forma superficial, incompleta ou desviando-se do recorte específico), a chave está na leitura e análise minuciosa da proposta, seguida de um bom planejamento:

  • Fuga: Ocorre quando o candidato não compreende o tema central e escreve sobre um assunto correlato, mas não o proposto. Para evitar, releia as palavras-chave da proposta e os textos motivadores várias vezes durante o planejamento. O esquema de redação (projeto de texto) ajuda a manter o foco, garantindo que cada parágrafo contribua diretamente para a discussão do tema delimitado.
  • Tangenciamento: Acontece quando o candidato aborda o tema, mas de forma incompleta, generalista ou focando apenas em um aspecto secundário. Para evitar, certifique-se de que sua tese e seus argumentos sólidos abordam todas as nuances e os recortes específicos da proposta. Por exemplo, se o tema for “Impactos da inteligência artificial no mercado de trabalho brasileiro”, tangenciar seria falar apenas sobre os benefícios da IA sem abordar os “impactos” ou o recorte “mercado de trabalho brasileiro”. Mantenha um planejamento textual rígido e revise se todos os aspectos da proposta foram contemplados.

P: Quantos parágrafos a redação deve ter?

R: A estrutura mais comum, eficiente e recomendada para a redação dissertativa-argumentativa em concursos é a de 4 a 5 parágrafos:

  • 1 parágrafo de introdução: Apresenta o tema, contextualiza e expõe a tese. Geralmente, ocupa entre 4 e 6 linhas.
  • 2 ou 3 parágrafos de desenvolvimento: Cada um dedicado a um argumento distinto que sustenta a tese. Cada parágrafo deve ter um tópico frasal (ideia central), aprofundamento do argumento, exemplos, dados e/ou repertório sociocultural. Cada um desses parágrafos costuma ter entre 6 e 9 linhas.
  • 1 parágrafo de conclusão: Reafirma a tese (com outras palavras), sintetiza os argumentos e/ou apresenta a proposta de intervenção. Também ocupa entre 4 e 6 linhas. Essa divisão garante uma distribuição equilibrada das ideias, facilita a construção da coerência textual e permite que o examinador identifique claramente cada parte do seu texto. Desviar-se muito dessa estrutura (ex: 2 parágrafos ou 7 parágrafos para um texto de 30 linhas) pode prejudicar a clareza e a organização.

P: É permitido usar a primeira pessoa (eu/nós) na redação de concurso?

R: Na redação dissertativa-argumentativa, a recomendação geral é evitar o uso da primeira pessoa (eu/nós) para manter um tom mais impessoal, formal e objetivo, característico do gênero e da norma-padrão. O foco deve estar no argumento e não em quem o apresenta. Opte por construções impessoais (“Observa-se que…”, “É possível afirmar que…”, “Percebe-se que…”, “É notório que…”) ou pela voz passiva (“Verifica-se que…”, “Argumenta-se que…”, “Constata-se que…”). Isso confere maior objetividade, credibilidade e universalidade à argumentação, pois a ideia parece ser um fato ou uma constatação geral, e não apenas uma opinião pessoal.

P: Qual a importância da proposta de intervenção na conclusão?

R: A proposta de intervenção é crucial, especialmente em bancas que a cobram explicitamente (como o ENEM e muitos concursos federais e estaduais). Ela demonstra sua capacidade de analisar um problema social, político ou cultural e de propor soluções concretas, éticas e viáveis. Uma proposta completa e detalhada deve conter os 5 elementos essenciais:

  1. Agente: Quem irá realizar a ação (Governo, Ministério da Educação, ONGs, família, escola, mídia, etc.).
  2. Ação: O que será feito para solucionar ou mitigar o problema.
  3. Meio/Modo: Como a ação será executada (por meio de campanhas, leis, projetos, palestras, etc.).
  4. Finalidade: Para que a ação será realizada (o objetivo, o resultado esperado).
  5. Detalhamento: Um pormenor sobre um dos elementos, tornando a proposta mais específica e crível. Não apresentá-la ou fazê-la de forma incompleta pode gerar perda significativa de pontos, pois é uma competência avaliada que mede sua capacidade de propor soluções para problemas complexos. A viabilidade e a originalidade da proposta também são consideradas.

P: Devo usar vocabulário rebuscado na redação?

R: O ideal é usar um vocabulário para redação preciso, formal e adequado ao contexto do concurso. Evite tanto o coloquialismo (linguagem informal) quanto o uso excessivo de termos rebuscados ou pouco usuais que você não domina completamente, pois isso pode levar a erros de sentido, artificialidade e até à incompreensão por parte do examinador. A clareza, a propriedade terminológica e a adequação ao registro formal da língua são mais valorizadas do que a ostentação de palavras complexas. Busque sinônimos para evitar repetições, mas sempre com cuidado para não comprometer a coerência textual e o sentido original. Um vocabulário rico é aquele que é variado e preciso, não necessariamente complexo.

P: Como posso treinar para melhorar a minha redação de forma eficiente?

R: O treinamento para redação eficiente envolve diversas estratégias contínuas:

  1. Leitura Ativa: Leia regularmente artigos de opinião, editoriais, notícias aprofundadas e obras de análise social/política (revistas como Piauí, Carta Capital, jornais de grande circulação) para expandir seu repertório sociocultural para redação e entender diferentes modelos de redação e estilos argumentativos. Ao ler, identifique a tese do autor, os argumentos utilizados e o repertório mobilizado.
  2. Prática Constante: Escreva redações regularmente, seguindo os temas de redação de provas anteriores e simulando o tempo real de prova. A prática leva à familiaridade com a estrutura e à agilidade na construção de argumentos.
  3. Correção Qualificada: Busque correção de redação online ou de professores experientes. O feedback construtivo é vital para identificar seus erros mais comuns em redação (gramática, coesão, coerência, argumentação, repertório) e aprimorar sua escrita de forma direcionada.
  4. Análise de Redações Nota Máxima: Estude redações que obtiveram pontuação máxima em concursos anteriores. Analise o que as bancas valorizam em termos de estrutura, argumentação, repertório sociocultural para redação, uso de conectivos essenciais e norma-padrão. Isso oferece modelos práticos de excelência.
  5. Caderno de Erros e Padrões: Mantenha um registro dos seus erros recorrentes (categorize-os: gramática, coesão, argumentação fraca, falta de repertório, etc.) e dos padrões de temas e argumentos que você tem dificuldade. Isso direciona seu estudo e revisão, permitindo que você foque nas suas maiores fraquezas.

P: Quais são os critérios de avaliação de redação mais comuns?

R: Embora as bancas possam ter nuances e nomenclaturas diferentes, os critérios de avaliação de redação mais comuns e abrangentes são:

  • Domínio da norma-padrão da Língua Portuguesa (Competência Linguística): Avalia a correção gramatical (ortografia, acentuação, pontuação, concordância verbal e nominal, regência, colocação pronominal) e a propriedade vocabular.
  • Compreensão da Proposta de Redação (Competência Temática): Verifica se o candidato atendeu integralmente ao tema proposto, sem fuga ao tema ou tangenciamento do tema, e se delimitou o recorte exigido.
  • Organização e Coerência Textual (Competência Estrutural e de Sentido): Analisa a estrutura do texto dissertativo-argumentativo (introdução, desenvolvimento, conclusão), a progressão lógica das ideias, a clareza e a ausência de contradições internas.
  • Coesão Textual (Competência Conectiva): Avalia o uso adequado de mecanismos linguísticos que garantem a ligação entre frases, períodos e parágrafos (uso de conectivos essenciais, pronomes, sinônimos, etc.).
  • Argumentação e Repertório Sociocultural (Competência Argumentativa): Julga a força e a pertinência dos argumentos sólidos, a profundidade da análise, a capacidade de defender um ponto de vista e o uso produtivo e legitimado de repertório sociocultural para redação.
  • Proposta de Intervenção (se solicitada): Avalia a clareza, o detalhamento, a originalidade e a viabilidade da solução proposta para o problema abordado.
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Fundador da Domina Concursos, Jonas Dantas dedica sua carreira a transformar a jornada de estudantes desde 2013. Sua metodologia é pautada pelo desenvolvimento humano e alta performance, com certificações em Professional Self Coaching (IBC), Master Trainer (IBC) e Programação Neurolinguística (PUC-PR).

Especialista em comportamento e aprendizagem acelerada, Jonas integra ferramentas de Marketing Digital e Inteligência Artificial para criar trilhas de estudo precisas. Sua bagagem como mentor e acelerador empresarial garante que cada material da Domina Concursos seja projetado para o máximo aproveitamento, aliando técnica, disciplina e inovação tecnológica.